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Crónicas da Tia Moana

desde o século XX a ter uma opinião sobre tudo

Crónicas da Tia Moana

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Desculpe, não aceitamos animais!

Oi Oi Oi, meus animal-lovers! Tiveram saudades minhas? Aposto que sim!
Hoje trago-vos um tema maravilhoso: viver com bichinhos de quatro patas. Viver, no sentido da palavra. Não é, por acaso, morar na mesma casa que eles.

Já sentiram o maior amor da vida? Adotem um cão! Como diz o meu querido pai "Fecha a tua namorada e o teu cão no porta-bagagens. Abre-o passadas duas horas e vê qual dos dois está feliz por te voltar a ver". E quem diz um cão, diz um gato. É o amor mais puro que podemos receber.
Coisas boas acontecem e cada vez mais os nossos bichinhos (os sortudos, claro, porque alguns, sabe deus o que eles passam...) têm direitos bem definidos por lei. Já podem andar em espaços públicos connosco, os maus tratos são punidos etc etc.
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Ora, apresentado o tema, sigamos para o problema:  como é que em pleno século XXI eu quero ir de férias uma semaninha para uma casa no sul do (meu) país e esta malta "Desculpe não aceitamos animais". Quais? Os de 4 patas ou os marginais?
Estragos? Não é para isso que pago uma caução, faço uma ficha de inscrição e me comprometo a pagar algo que o bichano destrua ?-que garanto que não será mais do que 3 ou 4 rolos de papel higiénico e umas cuecas minhas.
Garanto-vos que até se levasse dois cavalos para um T1 faziam menos estragos que a malta da viagem de finalistas do secundário que se deslocou para os mesmíssimos locais da ramboiada. E mais: eu pagaria. Mas nem assim...
Isto é muito lindo sermos todos a favor do bem-estar animal, mas depois chega a altura de pôr os ideais em prática e acabou-se o liberalismo que pelo de cão é difícil de sair dos móveis.

Eu VIVO com o meu bichinho, sou eu a dona/adulta dele. Não o vou deixar, como não deixaria um filho. Um miúdo risca uma parede a marcador, berra uma noite inteira se for preciso, mas ele pode ir comigo p'ro Algarve. Agora o meu patudo? Deus me livre, que faz cocó! E não, não estou a comparar um cão a uma pessoa. Não tem qualquer comparação porque para a Maria o importante é o filho dela, para mim é o meu cão. Ponto!


Para conseguir um local que aceite o meu cão, tenho de andar um ano a fazer promessas à senhora que arrenda a casa; rezar ao S.Bentinho para, por favor, não sair nenhuma notícia negativa sobre cães da raça do meu; prometer à mulherzinha pasteis de belém para a família toda e levar o meu tio polícia comigo para fazer uma declaração em como me responsabilizo por qualquer dano que a bola de pelo faça. 

Gente, arrumem lá "a casa", vá. E não me venham com a ladainha "ah, mas eu conheço um caso que o cão estragou tudo e ninguém pagou nada!" Que se protejam os "senhorios" e façam contratos direitinhos. Mil soluções existem: deixar o meu cão de parte 'tá completamente fora de questão.
E por favor, por/se aceitarem o meu cãozinho no vosso cantinho, não me peçam couro e cabelo, desculpando-se que "somos um projeto com uma muito open mind e isso paga-se! "
Bobby, este ano bronzeamos na varanda.

 

Lambidelas do meu canito e beijinhos da vossa,

Tia Moana

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